terça-feira, 31 de agosto de 2010

CAMINHO DIFÍCIL E SUAVE


Todos nós esfrentamos dificuldades na vida. Viver é um desafio. Por isso a primeira coisa que a gente faz ao nascer é chorar. E o choro acaba por fazer parte do nosso cotidiano. Porém, o autor da vida, Deus, oferece a toda pessoa a oportunidade de viver sua vida sob os cuidados diretos dEle. E colocar-se sob os cuidados do Deus Vivo é uma garantia de que a nossa caminhada será suavizada. Eis o que o Senhor nos fala pelo profeta Isaías:

Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque confia em ti. A vereda do justo é plana; tu que és reto, tornas suave o caminho do justo. Andando pelo caminho das tuas ordenanças, esperamos em ti, Senhor. Tu estabeleces a paz para nós... (Is 26.3,7,8,12)

O Senhor promete dar perfeita paz e caminho suavizado a quem tem o propósito firme. Não são poucas as pessoas inconstantes, que não conseguem se manter firmes num propósito. Mudam como que ao sabor do vento ou das ondas. Sobre as pessoas que tem este caráter de inconstância, Tiago escreveu que, sendo assim, não alcançarão coisa alguma da parte de Deus (cf. Tg 1.7). É necessário ser firme no propósito, perseverante, assíduo, indesistível, confiante e esperançoso. Quem consegue perseverar firme no Senhor, sem esmorecer nas dificuldades, tem a promessa de Deus: seu caminho será suavizado.

A promessa do caminho suavizado é liberada por Deus a quem anda pelo caminho das ordenanças. São as pessoas que têm um estilo de vida comprometido com Deus, com a Palavra de Deus e com a Igreja. Os autênticos servos de Deus obedecem Seus preceitos, servindo a Ele e aos irmãos em Cristo. O apóstolo Paulo escreveu que, infelizmente, não são muitos os servos de Deus que, de verdade, priorizam os interesses de Cristo em detrimento de seus próprios (cf. Fp 2.20-21). Mas é a estes abnegados que a promessa do caminho suavizado se reserva.

Assim, por mais difícil que possa parecer sua caminhada, Deus é poderoso para suavizá-la. Para tanto, persevere firme no propósito de servir a Deus. Cuide de suas palavras - nem sequer pronuncie palavras de incredulidade ou desistência. Honre a Deus com fé e perseverança. Seja servo, apresente-se com disponibilidade e deixe Deus usar sua vida para abençoar outros. Fazendo isto, a promessa se cumprirá em sua vida. Sua caminhada será segura. Deus cuidará de você, do seu bem estar, nos mínimos detalhes.


MENOS CARNE, MAIS QUEBRANTAMENTO


O Senhor dos Exércitos os chamou para que chorassem e pranteassem, arrancassem os seus cabelos e usassem vestes de lamento. Mas, ao contrário, houve júbilo e alegria, abate de gado e matança de ovelhas, muita carne e muito vinho!
(Is 22.12-13)

Infelizmente, vivemos num tempo em que muitos dos cristãos sabem tanto acerca de churrasco e festa, mas pouco sobre quebrantamento e clamor. Não que tenhamos algo contra o comer carne, coisa que o Senhor liberou ao homem desde após o dilúvio, em Gn 9.3. O problema é incorrer no mesmo erro que o Senhor denuncia através do profeta Isaías: viver uma filosofia de vida puramente carnal.

A filosofia carnal não significa simplesmente gostar muito de churrasco e vinho. Ser carnal é eximir-se do envolvimento com as questões espirituais e urgentes, concernentes ao Reino de Deus e às suas implicações. Significa trocar os manjares espirituais e as responsabilidades ministeriais por coisas típicas do mundo e essenciais para as pessoas que não servem a Deus.

A filosofia carnal é expressa pelo profeta Isaías, ao reproduzir a forma de pensar daquelas pessoas: Comamos e bebamos porque amanhã morreremos. (Is 9.13b). Este é o pensamento de quem “deixa a vida lhe levar”, ou seja, vai vivendo sem comprometimento, sem maiores responsabilidades e preocupações relacionadas ao Reino de Deus.

Neste texto, Deus cobra do seu povo o choro, o pranto, a humilhação e o quebrantamento. Nada contra os almoços, as festas e os churrascos que os irmãos tanto apreciam. Porém, penso que tem sobrado carne na Igreja e faltado quebrantamento. Isto precisa ser mudado. Menos carne, mais espiritualidade. Menos superficialidade, mais compromisso.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A QUEM VOCÊ PRESTA CONTAS?


Há pessoas que fojem de prestar contas. São rebeldes e não admitem dar satisfação de suas ações a ninguém. Para que você não se torne assim, existem textos na Bíblia como Romanos 14.10 e 12:
Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus.
Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.

Discipulado não deixa de ser uma prestação de contas. Afinal, discípulo é alguém que reconhece em seu discipulador a autoridade para supervisioná-lo nos termos na Palavra de Deus. Todo crente que se coloca debaixo de discipulado é alguém que tem suas contas em dia e que não teme a prestação de contas anunciada pelo apóstolo Paulo no texto acima. Por outro lado, aqueles que fojem do discipulado devem saber que do tribunal de Deus ninguém consegue fugir.

Ponha a sua casa em ordem. Esta foi a recomendação que Deus mandou o profeta Isaías dar ao rei Ezequias, que estava enfermo e perto de morrer (Is 38.1). Um verdadeiro discípulo é alguém que preocupa-se em manter "a casa em ordem" e para tanto conta com a preciosa ajuda do seu discipulador.

O profeta Isaías registrou em seu livro que nem mesmo o rei da Babilônia escapou de prestar contas com Deus (Is 14.9-11). O profeta conta de como as profundezas do inferno ficaram agitadas com a chegada de tão ilustre pessoa que fora tão soberba, rica e poderosa na Terra. O rei da Babilônia foi para o inferno e, segundo o profeta, agora sua cama é de larvas e sua coberta de vermes!

Conforme o apóstolo Paulo, como sabemos que o tribunal de Deus nos aguarda, não podemos ser juízes de nossos irmãos, nem tratá-los com desprezo (cf. Rm 14.10). Ao invés de sermos juízes, devemos ser intercessores e bons exemplos. Ao invés de tratá-los com desprezo, devemos amá-los como a nós mesmos.

Por favor, tenha suas contas em dia. Seja discípulo de verdade.

O SACERDOTE EXISTE PARA ABENÇOAR


Todas as vezes que os sacerdotes de Israel ministravam, deveriam aproveitar a oportunidade e abençoar o Povo de Deus (cf. Nm 6.22-27). Na religião judaica a função do sacerdote era representar o povo diante de Deus a fim de alcançar o favor dEle para todo o povo. Assim ocorreu logo na primeira vez quando o sacerdote Arão ministrou junto com seus filhos. Conforme Lv 9, após os sacrifícios, "Arão ergueu as mão na direção do povo e o abençoou" (v. 22).

Todo pastor é uma porta de bênção para suas ovelhas. Ele intercede por seu povo junto a Deus, ministra a Palavra, ensina, orienta, conforta, exorta e abençoa. Desde o Antigo Testamento é assim. O texto de Levítico 9 continua, com Moisés e Arão adentrando na Tenda do Encontro e, ao saírem, novamente, "abençoaram o povo" (v. 23). Ao fazerem isto, a Bíblia conta que a "a glória do Senhor apareceu a todos eles" e que "saiu fogo da presença do Senhor e consumiu o holocausto sobre o altar". A reação de todo o povo de Israel foi de prostar-se com o rosto em terra (em adoração) e alegrar-se.

É assim que termina o capítulo 9 de Levítico. Os sacerdotes foram fiéis no cumprimento de seus deveres, representaram o Povo diante de Deus, abençoaram as pessoas. A glória de Deus manifestou-se no lugar de adoração. E o povo, cheio de alegria, adorou ao Senhor. Esta narrativa nos faz pensar que se os pastores foram fiéis e cumprirem devidamente o ministério, o Povo de Deus será muitíssimo abençoado e feliz.

Porém, a história prossegue com o capítulo 10 de Levítico. Uma das histórias mais tristes do Antigo Testamento, quando Nadabe e Abiú, filhos de Arão, sacerdotes do Senhor, pecaram ao oferecer um "fogo profano" no altar do Senhor, junto a Tenda do Encontro. Somos levados pela narrativa a concluir que os dois estavam sob o efeito do álcool (cf. v.9). Os dois morreram fulminados pelo fogo de Deus. Faltaram com o temor que um sacerdote precisa ter e ensinar.

O temor do Senhor é o principal paramento de um pastor ou sacerdote. Se nos faltar este temor, acaberemos por oferecer "fogo estranho no altar". Tenho aprendido que este é um grande perigo que ronda os ministros. Os filhos de Arão, os filhos de Eli e os sacerdotes contemporâneos de Malaquias são alguns exemplos de como isto pode ocorrer.

Que não falte este paramento em sua vida, pastor e líder. Há um temor que nos é devido para com Deus. Não se esqueça disto. E seja, sempre, uma bênção. Afinal, esta é sua vocação: abençoar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CAPACITADO PELO ESPÍRITO SANTO


Em Isaías 11.1-5, encontramos a profecia acerca do nascimento do Messias a partir da família de Jessé, que foi pai do rei Davi, cerca de oitocentos anos antes do nascimento de Jesus. Segundo a profecia, o que tornaria este "filho de Jessé" muitíssimo especial seria a presença do Espírito do Senhor nEle.
O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor. E ele se inspirará no temor do Senhor.

O trecho acima é a transcrição dos versos 2 e 3 da profecia. Descreve a obra maravihosa que o Espírito Santo faria na vida do Messias. Lembremos que Jesus encarnou na condição de homem pleno, esvaziado de sua condição de Deus (cf. Fp 2.6-7). Porém, o Espírito de Deus estava sobre Ele e da mesma forma deseja estar em nós. Havendo ressuscitado, Jesus apareceu aos apóstolos, em Jerusalém, e soprou do Espírito sobre eles no mesmo momento quando os enviou a prosseguir sua Obra (Jo 20.21-22).

O Espírito Santo tem poder para nos tornar sábios e entendidos, como Jesus. Tem poder para nos aconselhar e capacitar a enfrentar desafios. O Espírito Santo é poderoso para nos dar conhecimento e guardar sob o temor do Senhor. Mais ainda, assim como foi com Jesus, o Espírito nos capacita a pastorear o Povo de Deus.
Com as suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra...
A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão.

Observe no trecho acima, os versos 4 e 5 de Isaías 11, a referência acerca da palavra tornada num instrumento poderoso para pastorear o Povo de Deus, num cajado. Existe uma carência por parte do rebanho de palavras que dêem direção, que confrontem o caráter e edifiquem o espírito. Vale ressaltar que Jesus não era somente um excelente pregador e mestre, com habilidade no uso da oratória. Jesus tinha um caráter a toda prova: a retidão e a fidelidade eram as credenciais do seu ensino.

O Povo de Deus precisa de líderes cheios do Espírito. Verdadeiramente forjados, tratados e movidos pelo Espírito que estava em Jesus Cristo. Pessoas em quem a retidão seja notória como uma faixa sobre o peito e a fidelidade, como um cinturão e que façam da Palavra um cajado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

AS VÍBORAS NÃO SE ARREPENDEM


O profeta João Batista foi uma pessoa muitíssimo especial, que teve o privilégio de preparar o caminho para o Messias. Foi um homem extremamente dedicado à pregação da mensagem do arrependimento dos pecados e da proximidade da chegada do Ungido de Deus. Em Mateus 3.1-12, encontramos a narrativa sobre o ministério que João desenvolvia junto ao rio Jordão, batizando muitas pessoas que ouviam sua mensagem e se arrependiam dos pecados.

Não eram somente pessoas quebrantadas que buscaram ouvir João, mas também os religiosos fundamentalistas e os políticos do seu tempo. No verso 7, Mateus conta que ao ver os fariseus e os saduceus junto ao lugar onde batizava, João declarou: Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima?

Por que João referiu-se àquelas pessoas como víboras? Por causa do caráter delas, semelhante ao caráter do Diabo. Infelizmente, há pessoas que reproduzem o caráter diabólico - mesmo travestidas de religiosidade. São características destas pessoas com índole de víbora: desobediência, traição, peçonha, astúcia maligna, agressividade e hipocrisia.

A mensagem de João Batista se diriga às ovelhas perdidas que desejavam ser encontradas. Ele anunciava a eminente chegada do Pastor prometido. E a característica principal destas ovelhas é o arrependimento verdadeiro, que gera frutos de arrependimento. Por isso João anunciava: Dêem fruto que mostre arrependimento! (Mt 3.8).

O que são, exatamente, estes frutos de arrependimento? São atitudes condizentes com o abandono do pecado e a consagração da vida a Deus. Em Lucas 3.10-14, encontramos o mesmo João Batista discorrendo sobre tais frutos. Para a multidão o profeta recomendou a generosidade, o importar-se com os outros (v. 11). Aos funcionários públicos, que fossem honestos (v. 12). Aos militares, que não praticassem a extorsão, que não acusassem ninguém falsamente e que se contentassem com seus soldos (v. 14).

Portanto, há pessoas que reproduzem o caráter das víboras e há pessoas que produzem frutos de arrependimento. Alguém pode pensar que as estruturas do mundo favorecem as primeiras, afinal, as víboras são predadoras. Porém, João Batista anunciou uma dádiva muito especial que Deus reserva a todos que dão frutos de arrependimento: o batismo com o Espírito Santo e fogo (Mt 3.11). Tal batismo consiste na provisão sobrenatural de Deus para seus filhos, a fim de que estes possam suportar e vencer toda e qualquer dificuldade.

Outro detalhe ainda sobre os frutos de arrependimento. Ao referir-se sobre o batismo com o Espírito e com fogo, João deu um testemunho de sua humildade: não sou digno nem de levar as suas sandálias... (Mt 3.11). Referia-se à sua condição em face ao Messias. Eis aqui a condição para que alguém seja cheio do Espírito Santo e do fogo de Deus: humildade e serviço.

Que você, leitor, tenha evidentes em sua vida os frutos do arrependimento e, humildemente, consagre-se ao serviço na Obra do Messias. E que os traços negativos do caráter da serpente sejam apagados de sua vida.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

PAI, ESTÁ NA HORA DE VOCÊ SE RENDER A JESUS!


O Evangelho de Marcos nos reserva uma história muito interessante sobre um pai e, penso, tal relato pode em muito abençoá-lo. Principalmente se você é pai e ainda não cuidou de estabelecer uma aliança verdadeira com Jesus, reconhecendo-o como Senhor e Salvador.

A história encontra-se em Marcos 9. O texto não nos informa o nome do homem, mas conta do drama que vivia. Tinha um filho atormentadíssimo por demônios desde pequeno, conforme o relato do próprio pai (cf. Mc 9.21-23). Até mesmo os apóstolos ficaram atordoados com o poder maligno que os demônios exerciam sobre o filho daquele homem. Ao encontrar-se com Jesus, o pai fez um apelo: "Se podes, faze alguma coisa pelo meu filho!". Este rogo não soou bem aos ouvidos de Jesus. Era o apelo de um homem incrédulo.

Foi o que ele admitiu no verso 23. E era a incredulidade que abria brecha para que os demônios perturbassem seu lar. Jesus disse ao pai algo que você também precisa saber: "Tudo é possível ao que crê". As pessoas de fé atraem o favor de Deus sobre suas vidas e suas famílias.

Naquele cenário do pai desesperado, dos discípulos atônitos e da criança sofrida, Jesus fez um desabafo: "Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los?" (Mc 9.19). A incredulidade é a marca desta geração que, em consequência disto, é muito sofrida. Em contrapartida, para aqueles que ousam contrariar a geração, declarando fé em Jesus, a promessa é que TUDO é possível.

Bastou Jesus dar uma ordem e o tormento de tantos anos cessou. Por isso e muito mais a melhor atitude que um pai pode tomar é decidir crer de todo o coração em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Se ainda não tomou sua decisão, faça-o agora.

A IGREJA PRECISA DE LÍDERES EXCELENTES


Em Êxodo 18.21-23, encontramos os conselhos que Jetro, sogro de Moisés, lhe deu com relação a melhor maneira de organizar a vida do povo Israelita durante a jornada para Canaã. Ao ver a dureza da tarefa que Moisés desempenhava como legislador de uma grande multidão, Jetro apontou ao genro as falhas do modelo centralizador que adotara. O povo estava exausto e insatisfeito e o próprio Moisés tendia à frustração e exaustão. Ao invés de encarregar-se de todo o gerenciamento das questões concernentes ao povo, Moisés deveria organizar a multidão em grupos de dez, cem e mil, cada qual com um líder. Somente na medida que tais líderes não pudessem lidar com as questões é que estas deveriam ser trazidas a ele.

Estes direcionamentos estão em acordo com o que o próprio Senhor Jesus estabeleceu na Igreja, ao preparar uma liderança composta por doze homens. O relato do Livro de Atos e também das Epístolas do Novo Testamento nos permitem reconhecer que houve uma multiplicação de líderes a partir da equipe original formada por Jesus e que esta fartura de liderança foi fundamental para a multiplicação do rebanho.

Segundo Jetro, tais líderes não poderiam ser quaisquer pessoas. Teriam que apresentar um caráter específico, qualidades imprescindíveis aos líderes com a responsabilidade de cuidar de questões concernentes ao Povo de Deus. Foram quatro as características alistadas por Jetro:

1o. Líderes capazes. Um líder pode contar com três tipos de capacitação. A primeira, nata. Todos nascemos com habilidades que nos permitem empreender certos projetos. A segunda, adquirida com esforço e investimento. Esta capacidade buscamos nos cursos e nos treinamentos. A terceira, sobrenatural. Para exercermos com excelência uma liderança junto ao rebanho, devemos e precisamos da capacitação do Espírito de Deus, que se domará às outras duas.

2o. Líderes tementes a Deus. Um líder que perdeu o temor de Deus é uma temeridade para o rebanho. Os dois sobrinhos de Moisés, Nadabe e Abiú, eram sacerdotes no tabernáculo do Senhor, mas perderam o temor e ofereceram "fogo estranho" no altar. Punidos por Deus, morreram de forma trágica (Lv 10). Infelizmente, há líderes que passam a sofrer de uma espécie de síndrome, de se familiarizarem tanto com o trabalho eclesiástico que passam a tratá-lo como qualquer. O profeta Malaquias foi usado por Deus para cobrar o temor dos sacerdotes, que exerciam a função com enfado e como se fosse coisa qualquer. Um líder excelente não perde o temor e o tremor diante de Deus.

3o. Líderes confiáveis. Um líder eclesiástico deve ser honesto, verdadeiro e fiel. Confiar lembra o ser fiador de alguém (com + fiança). O líder deve inspirar a confiança do povo, respeitar seus liderados e influenciá-los para o bem. Deve saber ouvir e guardar informações. O que pode ser mais lamentável do que um líder que revela confidências? Como líder, espera-se que tenha sabedoria do alto para portar-se de modo sempre exemplar.

4o. Líderes inimigos do ganho desonesto. O líder excelente não pode ser cobicento, nem ganancioso, muito menos desonesto. A prosperidade é uma dádiva de Deus para os fiéis. Porém, o fiel não serve a Deus por causa da prosperidade. Ela é uma consequência da fé e da fidelidade. O apóstolo Paulo advertiu que o amor ao dinheiro torna-se raiz de muitos males e que o líder tomado pela cobiça corre o risco de desviar-se da fé e ser atormentado por muitos sofrimentos (I Tm 6.10).

Precisamos de uma equipe de líderes excelentes para cumprirmos os propósitos de Deus. Que você demonstre e desenvolva cada uma destas prerrogativas acima expostas. Assim, o Povo de Deus será bem cuidado e os céus permanecerão abertos sobre nossas vidas.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SE VOCÊ QUER COLHER MUITOS FRUTOS


O Salmo 126 é um dos mais queridos dos cristãos e tem uma mensagem muito inspiradora. Quero destacar três ensinos que estão impícitos neste Salmo.

I. Deus pode realizar coisas inimagináveis. Nos versos 2 e 3 o salmista afirma: Até nas outras nações se dizia: o Senhor fez grandes coisas por este povo. Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres. Sabemos que o nosso Deus é Todo Poderoso e capaz de operar milagres, sinais, prodígios e maravilhas. Ele é o Deus do Impossível.

II. Deus estabeleceu o princípio da semeadura. Os versos 5 e 6 deste Salmo falam de semeadura e de colheita abundante: Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes. Ainda que Deus seja tão poderoso, Ele age mediante nossa semeadura. Quem semeia incredulidade ou murmuração não poderá colher milagres. Há colheitas que somente são alcançadas mediante a semeadura com lágrimas. Você sabe o que é semear com lágrimas? É para estes que o Salmo garante grande alegria na colheita abundante.

III. Deus compartilha conosco seus sonhos. Os primeiros versos do Salmo retratam a satisfação de um sonho alcançado: Quando o Senhor trouxe os cativos de volta a Sião, foi como um sonho. Então a nossa boca encheu-se de riso e a nossa língua de cantos de alegria. Nossa semeadura está diretamente relacionada aos sonhos que temos em nossos corações. Este Salmo nos apresenta o maior sonho de Deus, que Ele planta em nós quando nos deixamos encher de Seu Espírito: o sonho de ver pessoas deixando o cativeiro e "indo para Sião". Sião representa o lugar do Encontro com Deus através da fé em Jesus.

Deus é poderoso para fazer infinitamente além do que pedimos ou pensamos. Porém, Ele agirá em seu favor de acordo com as sementes que você tiver semeado. Grandes colheitas exigem semeadura excelente que, por vezes, será regada por nossas lágrimas. Tal semeadura condiz com quem tem o coração povoado pelos sonhos de Deus.

FLECHEIRO OU PASTOR


O patriarca Abraão teve dois filhos: Ismael (filho de uma precipitação de Abraão e concebido da escrava Hagar) e Isaque (filho da promessa feita por Deus e concebido por Sara). Em Gênesis 21.20, lemos que Ismael viveu no deserto de Parã e que tornou-se flecheiro. Em Gênesis 25.12-18, que ele teve doze filhos e que cada um destes gerou uma tribo. Porém, o verso 18 ressalta que os filhos de Ismael viviam em hostilidade mútua.

Ismael e sua descendência representam o homem natural, o estado no qual nos encontrávamos antes da nossa conversão. Isaque e sua descendência, representam o propósito do Deus de Israel para nós, de nos tornar um Povo com princípios e propósitos celestiais.

Em Ismael e sua descendência a Bíblia destaca três características que precisamos rejeitar em nossas vidas para cumprirmos os propósitos de Deus, como discípulos de Jesus Cristo:

1o. Ismael desdenhou do filho da promessa (cf. Gn 21.9). A razão que levou Ismael e sua mãe Hagar a se afastarem da convivência com Sara e Isaque foi a forma como o jovem Ismael tratava o pequeno Isaque. Havia uma diferença de 13 anos na idade de ambos. A Bíblia conta que Isaque acabara de ser desmamado e que a zombaria com que Ismael tratou o filho da promessa desgostou Sara. Você precisa posicionar-se como um filho da Promessa, um herdeiro de Deus através de Jesus Cristo.

2o. Ismael tornou-se flecheiro (cf. Gn 21.10). Esta habilidade de ferir e matar com as flechas não combina com um pastor. Você precisa assumir seu chamado como filho de Deus e ser um pacificador junto a seus irmãos.

3o. Ismael gerou doze líderes hostis (cf. Gn 25.18). Os filhos de Ismael geraram tribos que mantiveram como característica a hostilidade mútua. Você precisa ser uma bênção para as vidas de seus irmãos, servindo-os de coração, conforme aprendemos de Jesus.

Somos herdeiros da Promessa feita por Deus a Abraão graças a Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Aprendemos em João 17 que há pelo menos quatro características que precisam ser evidenciadas em nossas vidas.

a) Pastores que vivem a Palavra. Em João 17.14, Jesus disse: "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou". Todo verdadeiro herdeiro da Promessa precisa amar, conhecer e viver a Palavra de Deus.

b) Pastores que são imitadores de Jesus. Em João 17.14 e 16, Jesus acrescentou: "pois eles não são do mundo, como eu também não sou". Os filhos da Promessa são discípulos de Jesus e reproduzem o caráter do Senhor, rejeitando preceitos do mundo.

c) Pastores que resistem ao Maligno. Em João 17.15, Jesus disse: "não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno". O Senhor sabia que somos alvos de um inimigo que age para tentar nos roubar, destruir e matar. os filhos da Promessa resistem ao inimigo.

d) Pastores que têm a unção da unidade. Em João 17.22, Jesus afirmou: "dei-lhes a glória que me deste para que eles sejam um assim como nós somos um". Unidade é fruto de uma unção divina em nós. Os filhos da Promessa são movidos por esta unção.

Que estas quatro características se tornem evidentes em sua vida. Afinal, seu chamado não é para ser flecheiro, mas sim pastor.